terça-feira, 9 de maio de 2017
sexta-feira, 5 de maio de 2017
"Eles têm aulas sobre emoções e passaram a zangar-se menos" in Público
Identificar as emoções e aprender a geri-las desde pequenos é também uma forma de prevenir problemas na infância e adolescência, diz directora de escola de Leiria. Num congresso no ISCTE vai-se debater a empatia.
Valentim, 7 anos, diz que está ali “para aprender a ficar mais alegre”. A alegria foi um dos sentimentos que estavam a trabalhar na aula a partir de um pequeno vídeo de animação. Da alegria foram até ao orgulho. “Sinto orgulho quando sinto que vou conseguir”, define Valentim, que dirá depois ao PÚBLICO que a "atitude" de que "gosta mais" é a paciência. “Às vezes fico impaciente porque o meu mano mais novo está sempre a interromper-me e não quero ficar assim."
Ao fim de quase dois anos de escola das emoções, há crianças no jardim-escola João de Deus, em Leiria, que “começaram a questionar-se mais sobre como o outro se sente, a antever a sua reacção e a adoptar comportamentos” em função dessa percepção, relata Vera Sebastião, directora daquele estabelecimento de ensino.
O projecto tem sido desenvolvido em parceria com a Associação Escola das Emoções, criada em 2014, com o objectivo de levar aos mais novos “ferramentas para poderem conhecer-se melhor”, diz Marco Coelho, presidente da organização, acrescentando que o que está em causa “não é controlar as emoções, mas sim saber identificá-las e geri-las”.
Entre sexta-feira e sábado, a escola de Leiria e a associação promovem no ISCTE, em Lisboa, o seu segundo congresso sobre educação emocional, sob o tema De dentro para fora – como nasce a empatia. E mesmo que ainda possam não saber exactamente o que quer dizer a palavra empatia, este é o sentimento vivenciado por muitos dos alunos que frequentas as aulas das emoções, que no jardim-escola João de Deus faz parte do currículo das crianças de 4 e 5 anos de idade e é também oferecido como actividade de enriquecimento curricular para alunos até aos 9 anos, assegura Sílvia Branco, uma das psicólogas da associação.
“Conseguem olhar para o outro e perceber o que se está a passar”, especifica. “É um projecto ajustado à ideia da vivência em conjunto. E isto é importante porque quanto melhor soubermos relacionar-nos com os outros, mas felizes seremos”, afirma Vera Sebastião, para acrescentar que “é também um projecto preventivo já que pode ajudar desde cedo a resolver problemas muito comuns na infância e na adolescência”. Tudo isto, frisa, é tanto mais importante quanto hoje em dia as crianças “vivem cada vez mais individualmente têm cada vez mais dificuldades em saber lidar com as frustrações”.
E frustração é precisamente o sentimento que Jaime, de 8 anos, aponta quando questionado sobre qual sentimento escolheria. “É quando estamos tão ansiosos por irmos ganhar e depois não conseguimos. Se soubermos o que isto é ficamos melhor”, diz. Jaime é um dos seis alunos que participaram na aula das emoções a que o PÚBLICO assistiu. Diz que “tem aprendido os sentimentos e a reagir com os outros”. Resultado? “Zango-me menos, mesmo quando os meus irmãos se põem a refilar."
"Menos medos, menos birras"
No início do ano lectivo e no final a equipa da Associação Escola das Emoções faz um teste aos alunos de modo a aferir a sua evolução. Os resultados do ano passado mostraram que no final “havia mais medos resolvidos, menos birras, maior controlo da agressividade”, diz Sílvia Branco.Vera Sebastião confirma que estas mudanças também se fazem sentir nas outras aulas. Aliás, no jardim-escola João de Deus não são só as crianças que passam pelas aulas das emoções. Também as educadoras e professores foram assistindo de modo a ganhar formação na área. Vera Sebastião defende que a educação emocional devia fazer parte da formação inicial dos docentes.
Seria um primeiro passo para outro ainda maior que a associação defende – a inclusão desta componente no currículo nacional. Recordam a propósito que no relatório da OCDE Skills Strategy Diagnostic report Portugal 2015 se recomenda que “o ensino em Portugal deve dar maior ênfase ao desenvolvimento de competências emocionais (….), consideradas vitais na redução do abandono escolar e melhoria da qualidade e equidade na escola”.
Na aula das emoções, em Leiria,
Tomé, de oito anos, recusa-se a responder às perguntas do PÚBLICO. A
todas menos a uma. Que sentimento escolheria para aquele momento?
“Aflição.” Também recusou dizer porquê.
quarta-feira, 3 de maio de 2017
Diferenciação Pedagógica
DGE 2017-03-21
"Diferenciar
é distinguir a diferença. Entende-se conscientemente que um grupo de
pessoas, também em contexto escolar, é sempre heterogéneo. A organização
faz-se em função desta heterogeneidade desenvolvendo a diferenciação
pedagógica.
Abordamos a diferenciação pedagógica em mono- e pluridocência nos vários
ciclos de ensino, incluindo no ensino superior. Percorremos a
planificação cooperada, o trabalho a pares, a pesquisa diferenciada, o
trabalho em equipa, as comunicações no grupo e os instrumentos de
avaliação.
É feita a distinção entre diferenciação pedagógica e diversificação
curricular, relacionando a diferenciação pedagógica com o currículo e o
conhecimento na educação básica e na educação de adultos. Destaca-se o
isomorfismo no projeto de aprendizagem em todos os contextos de educação
e formação."
Veja o Webinar e saiba como... diferenciar!
Orador convidado: Pascal Paulus
quarta-feira, 12 de abril de 2017
EXPOSIÇÃO
A
CONSTRUÇÃO DE UM CONCEITO COMUM DE VIOLÊNCIA
Esta
exposição nasce de uma atividade do Programa de Combate à Violência e Promoção da Cidadania.
Depois de pequenas comunidades de pensamento, as turmas, refletirem acerca do
construto de violência, foram convidadas a construir a sua própria definição
deste conceito. Em todos os grupos, o debate foi aceso, tolerante e inclusivo.
A participação foi ativa por parte de todos: professores e alunos, guiados
pelos seus mentores!
Numa coisa
estivemos todos de acordo: a cidadania é um caminho para a paz!
E PARA
AS NOSSAS PEQUENAS COMUNIDADES…
O QUE É A VIOLÊNCIA?
Foi o que procurámos perceber.
Visite no átrio da ESVN e deixe o seu comentário!
quarta-feira, 29 de março de 2017
Orientação Escolar e Vocacional
O Programa de Orientação Educacional e Vocacional termina hoje a sua segunda fase. Já só falta mais uma.
Deixo-vos uma brochura da Direcção Geral da Educação para continuarem a procura ativa das respostas às vossas questões. Este guia é dirigido a ti e a todos os estudantes que sentem
necessidade de pensar sobre a sua vida escolar e profissional e sobre
o seu futuro como cidadãos.
Os alunos e o processo de Orientação.
Boas Férias
Verónica Raulino
Verónica Raulino
sexta-feira, 17 de março de 2017
Pode a Educação ser verdadeiramente Inclusiva sem serviços de Psicologia?
Urge dotar as escolas de psicólogos em permanência, que possam estar na linha da frente de práticas que apostem na promoção, prevenção e na intervenção precoce, em detrimento da remedição.
No centro da atual discussão sobre educação inclusiva em Portugal e do seu alinhamento com as exigências oficiais europeias e internacionais, torna-se imperativo perspetivá-la como um direito de todos os alunos, sem exceções.
Há quase 20 anos no exercício da psicologia em contexto escolar e enquanto recurso especializado, integro uma cultura educativa ela própria inclusiva dos seus diferentes participantes e serviços. Colaboro em experiências educativas que visam a inclusão plena dos alunos e a qualidade do ensino-aprendizagem. E é neste contexto que participo e observo mais-valias na construção de projetos educativos e de currículos, flexíveis e suficientemente diferenciados, verdadeira e legitimamente acessíveis para todos os alunos.
Contribuo para associar à educação e ao currículo oportunidades do aluno desenvolver as suas soft-skills, através de programas sustentados de promoção de competências socioemocionais ou de promoção da saúde e bem-estar psicossocial. E estou certa de que estes programas ajudam na prevenção de comportamentos de risco tão mediatizados como a violência escolar, entre outros.
Colaboro em projetos de tutoria especialmente pensados para o desenvolvimento global e sucesso escolar de todos os alunos, não apenas dos que experienciam insucesso escolar. E em outros tantos, que promovem neles competências para comunicar, interagir positivamente e resolver problemas, através do respeito mútuo, tolerância e aceitação do outro, colocando em perspetiva como a inclusão faz funcionar a diversidade. Incluo finalmente a promoção de valores que provoquem no aluno a responsabilidade social, preparando-o para ser socialmente interventivo e capaz de transpor a sua experiência de inclusão educativa para ações comunitárias de inclusão social.
Enquanto psicóloga escolar, apoio a escola e os professores na adequação das estratégias e respostas educativas, através de intervenções focadas na aprendizagem e/ou no comportamento, e na avaliação sistemática das necessidades e progressos dos alunos. Desta forma, professores e psicólogos garantem esforços conjuntos, soluções e práticas pedagógicas diferenciados e personalizados, de acordo com as necessidades, estilos de aprendizagem e o perfil de cada aluno em particular e do grupo-turma em geral, assegurando a respetiva qualidade educativa, em prol da equidade.
Um dos maiores contributos da intervenção psicológica para a educação inclusiva assentará, sem dúvida, na própria inclusão das famílias. Mais do que um ato pedagógico, a aprendizagem é um ato social de interação e a qualidade das relações e interações podem transformar os alunos, o seu desempenho e a escola. Por isso, é papel dos serviços de psicologia escutar também as vozes dos alunos e das suas famílias sobre quais as suas necessidades, facilitar a sua participação em tomadas de decisão e o seu compromisso com a escola.
Urge uma mudança de paradigma! Urge dotar as escolas de psicólogos em permanência, que possam estar na linha da frente do desenvolvimento de práticas que apostem na promoção, prevenção e na intervenção precoce, em detrimento da remediação. Urge reconhecer o seu contributo para o desenho de intervenções mais abrangentes e menos restritivas, portanto mais acessíveis a todos e mais conducentes ao sucesso educativo dos alunos e das escolas e a uma maior qualidade de vida destes. Creio que esta, sim, seria uma mudança efetivamente mais sustentadora do verdadeiro sucesso educativo e de uma educação verdadeiramente inclusiva!
Vice-presidente da Ordem dos Psicólogos Portugueses
quarta-feira, 8 de fevereiro de 2017
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